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Farmácias em Votorantim aderem à campanha contra a violência doméstica
 Foto: Divulgação 

Sinal pode ser marcado com batom na mão

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Ana Maria Agmont


Um “X” vermelho estampado com batom na palma da mão pode ser um sinal emitido por mulheres que sofrem de violência doméstica em Votorantim. A campanha ‘Sinal Vermelho’ busca estimular as denúncias desse tipo de crime.

Idealizada em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a campanha é voltada para as farmácias de todo o país com o objetivo de combater a violência doméstica.

A Farma Ponte é uma das únicas redes de farmácias da cidade participantes da campanha, e desde 10 de junho orienta mulheres que estejam nessa situação.

De acordo com o gerente de lojas, Marcel França, todas as cinco lojas localizadas em Votorantim estão preparadas para acolher a vítima. “Todos os funcionários da loja receberam um treinamento para fazer o acolhimento de forma discreta”.

O atendente ou farmacêutico não terá responsabilidade de figurar como testemunha da ocorrência, pois será apenas comunicante e ao identificar o sinal, mas com os dados necessários, realizará, imediatamente, uma ligação para o 190 e comunicará a situação.

“Aqui na cidade somos em cinco lojas, todas elas capacitadas para esse tipo de acolhimento, no qual faremos de forma discreta visando a segurança da mulher. A Farma Ponte funciona todos os dias das 7h às 23h”, destaca.

Em Votorantim, segundo dados disponibilizados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, de janeiro a abril de 2020, foram registrados 16 estupros, sendo 13 deles ocasionados em vítimas vulneráveis.

Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em abril a quantidade de denúncias de violência contra a mulher recebidas pelo telefone 180 cresceu 40% em relação ao ano passado, o que demonstra que o isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavirus pode ter acentuado esse tipo de crime. Ou, ao menos, as campanhas direcionadas ao tema motivaram mais denúncias.

Mesmo com esses números crescentes em todo o país, Votorantim registrou diminuição em ocorrências deste tipo.  

De acordo com a titular da Delegacia da Mulher de Votorantim, Adriana de Souza Pinto, isso não ocorre pela diminuição de crimes, mas pela proximidade das vítimas aos agressores em consequência da pandemia.

“O número de ocorrências reduziu em razão da pandemia e receio e dificuldade de sair de casa. Para facilitar a denúncia quando a vítima é supervisionada pelo agressor, é importante o contato com os vizinhos, amigos ou familiares”, afirma.

A orientação da autoridade policial é realizar o registro do crime por meio da Delegacia Eletrônica, onde é possível, inclusive, realizar solicitação de medidas protetivas de urgência.

“A delegacia eletrônica abriu possibilidades de registrar crimes em decorrência de violência doméstica para facilitar o acesso as vítimas em período de pandemia. É bom ressaltar que o funcionamento da DDM continua o mesmo, mas com ajustes de segurança para a população e funcionários”.

A Delegacia se defesa da Mulher de Votorantim não funciona 24hrs, mas as denúncias podem ser registradas no plantão policial se necessário. Em casos de emergência, a vítima deve ligar 190 ou 180.





Reportagem publicada na página 13, da edição 370, da Gazeta de Votorantim, de 27 de junho a 3 de julho de 2020. 



Veja mais fotos:

  1. Marcel França - por Ana Maria Agmount

  2. Marcel França - por Ana Maria Agmount







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