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Coluna Cerca-Lourenço, edição 370, de 27 de junho

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Artista que pede socorro ao governo, tem como resposta: “Vai passar. Fé em Deus”.


Artistas e produtores culturais votorantinenses estão passando pelos mesmos dilemas e necessidades de profissionais do entretenimento de todo País. Por serem autônomos e dependerem de público para sua atividade, caminhando para seu quarto mês, a quarentena tem deixado um saldo de desespero àqueles que tanta alegria, cultura e felicidade leva a o público. Um artista de Votorantim, em seu auge de desespero, mandou mensagem a uma das principais autoridades do município na qual dizia: “Preciso de apoio, me ajuda”.


Deus governa


“Gostaria muito, amigo, mas a legislação impede qualquer tipo de atividade e pagamentos que não sejam relacionados à pandemia. Vamos torcer para acabar logo, todos estamos sofrendo, a arrecadação do município caiu muito. Vai passar. Fé em Deus”.


Andar com fé eu vou, porque esta não costuma falhar


Só tendo fé em Deus mesmo, porque se depender de quem dá uma resposta desta para quem está em desespero é, no mínimo, ignorar a dor alheia. Liderança serve também para se resolver o difícil. Que vai passar, é óbvio. Fé em Deus se tem, o que não se tem é vontade política, principalmente quando se trata de cultura, arte e artistas.


O próprio Governo disse que 87,30% de aplicação era livre


No dia 7 de maio, assim que o governo federal anunciou o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, com repasses aos Municípios e Estados, a Gazeta de Votorantim questionou a Prefeitura de Votorantim sobre a aplicação dos recursos.

 

Resposta

“A Prefeitura de Votorantim informa que o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus destinará R$ 13.699.510,43 ao município, divididos em quatro parcelas, sendo 12,70% obrigatório para a saúde e 87,30% de aplicação livre. Tais recursos vêm para prestar auxílio financeiro aos estados e municípios especialmente para repor as perdas já acumuladas no combate à pandemia e em Votorantim não será diferente, com parte dos recursos já comprometida no combate à Covid-19 e o restante para custeio. Os municípios também serão beneficiados com a suspensão do pagamento de dívidas previdenciárias que venceriam até o final do ano, o que significa um alívio importante para as finanças na avaliação do governo municipal”, respondeu a Prefeitura.


Vai passar. Fé em Deus


Pelo o que parece, os 87,30% de aplicação livre é algo que não vai servir para socorrer a quem realmente precisa, é mais fácil e mais cômodo responder: “Vai Passar. Fé em Deus”.


Shopping de Votorantim foi destaque na imprensa nacional


Nesta semana, Votorantim ganhou destaque na imprensa nacional, e até veículos do exterior repercutiram a decisão do Shopping Iguatemi Esplanada de fazer uma abertura parcial de suas lojas.

Com a regressão de Sorocaba à fase 1, a área vermelha do Plano São Paulo, que restringe o funcionamento de estabelecimentos comerciais não essenciais, e a então manutenção de Votorantim na fase 2, a área laranja, que permite a flexibilização, com a retomada de parte da prestação de serviços e comércios, o Shopping Iguatemi Esplanada, situado na divisa das duas cidades, na região do Parque Bela Vista (Votorantim) e Parque Campolim (Sorocaba), optou por abrir as lojas do lado votorantinense.

O empreendimento possui cerca de 390 lojas, sendo que 35 delas estão em território sorocabano e as demais ficam no município de Votorantim. As primeiras, com exceção das que prestam serviços essenciais, tiveram que permanecer fechadas, já as demais puderam abrir de acordo com as regras estabelecidas no plano de flexibilização estadual. Cabe ressaltar que tal situação não irá mais ocorrer a partir de segunda-feira (29), já que Votorantim e demais cidades da região regrediram à fase vermelha por determinação do Governo do Estado de São Paulo e o funcionamento do comércio será restrito aos serviços essenciais.


 Abaixo-assinado


Balconistas e atendentes do shopping realizaram um abaixo-assinado virtual, que nesta sexta-feira (26) já tinha mais de 1700 assinaturas pedindo pelo fechamento completo do shopping diante da pandemia. “O vírus não respeita os limites do município, e aqueles que trabalham em lojas de Votorantim, dependem do atendimento do Sistema de Saúde em Sorocaba, ou seja, no fim das contas, estamos todos juntos e misturados”, afirmaram.


“Sorocabanos são os principais clientes”


O Ministério Público se envolveu na questão e na terça-feira (23), a 1ª promotora de Justiça de Sorocaba, Cristina Palma, recomendou o fechamento em 24 horas de todas as lojas não essenciais do shopping. “É um único empreendimento comercial, pertencente ao mesmo condomínio com sede e domicílio em Sorocaba e com convenção registrada em Sorocaba, sendo o maior e mais frequentado shopping pelos munícipes de Sorocaba, podendo-se dizer até, haja vista a proporcionalidade de habitantes dos municípios em questão, que a parte mais expressiva de seus clientes é constituída por pessoas residentes na cidade de Sorocaba, que polariza as demais ao seu redor, sendo certo que, ainda que com funcionamento parcial, além dos moradores de Sorocaba e Votorantim, os das cidades vizinhas frequentarão o referido estabelecimento, aumentando ainda mais a probabilidade de propagação desenfreada do vírus”, argumentou a promotora.


“Situação absurda e icônica”


No mesmo dia, o 2º promotor de Justiça de Votorantim, Luiz Alberto Meirelles Szikora, encaminhou à Prefeitura de Votorantim um pedido de informações e ponderações recomendando a regressão no plano de flexibilização de abertura do comércio não-essencial à exemplo de Sorocaba.

À imprensa, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) divulgou uma nota de esclarecimento referente ao shopping. No documento, o promotor enfatizou que a situação é contraditória. “A referida situação é, realmente, absurda e icônica, por retratar a absoluta incongruência entre as posturas adotadas, atualmente, pelos municípios de Votorantim e de Sorocaba, em relação às medidas de isolamento e de distanciamento social tendentes à prevenção do contágio da Covid-19”, diz. Na sequência, o promotor ponderou que a problemática é maior, já que os “dois municípios se entrelaçam” e disse que era necessária “uma solução única”. “A pandemia na nossa região impõe que Votorantim adote medidas mais rígidas de isolamento e de distanciamento social”, e ao final disse que esperava que o Município de Votorantim passasse a adotar medidas mais rígidas de isolamento e de distanciamento social.


Shopping e Prefeitura não atenderam ao MP


Tanto a Prefeitura de Votorantim quanto o Shopping Iguatemi Esplanada optaram por não seguir as recomendações do Ministério Público, com alegação de que cumpriam rigorosamente as determinações do governo estadual e municipal.


Votorantinenses já estão acostumados


Os votorantinense já estão mais do que acostumados com o fato do shopping culturalmente não pertencer a Votorantim. Embora a maior parte dos impostos sejam recolhidos para Votorantim, nem mesmo as lojas que possuem domicílio em Votorantim se reconhecem dessa forma. Basta entrar no site de qualquer loja, principalmente das grandes redes, e notar que na lista de cidades em que a loja possui filiais, constam como de Sorocaba as lojas de Votorantim.


De repente viraram votorantinenses


Mas num passe de mágica, as lojas e o próprio empreendimento resolveram exercer suas cidadanias votorantinenses e ostentar suas portas abertas, e de nariz empinado, diga-se de passagem.


Valeu a pena tanto desgaste?


Com a atitude, ganharam uma projeção nacional descrita pelo promotor como absurda e icônica. O que garante que não foi essa projeção negativa na mídia que alertou o governador e o fez regredir a flexibilização em todas as cidades da região?

Em tempos de crise, a informação correta deve ser a principal aliada do povo

Uma postagem no Facebook do empresário Fernando Grecco no último domingo (21) trazia um dado alarmante publicado na Gazeta de Votorantim: “Leitos ocupados em Votorantim em 17/06: 2. Leitos ocupados em Votorantim em 20/06: 6. Aumento de 200% em 3 dias.”

A informação chegou à Gazeta de Votorantim de forma oficial, por e-mail, através da assessoria de imprensa da Prefeitura de Votorantim. A informação leva em conta os leitos de UTI ocupados no Hospital Municipal de Votorantim destinados aos pacientes com Covid-19 ou com suspeita da doença. O hospital possui 10 leitos, sendo 5 deles regulados pelo Estado, ou seja, pode estar ocupado por pessoas de Votorantim ou de outras cidades que tiveram a doença confirmada ou com suspeita da doença.


Como surge uma Fake News


O secretário de Cultura e Turismo Wilsom Miramontes viu a postagem e, não contente com a menção à fonte (Gazeta de Votorantim), decidiu apurar à sua maneira a informação e erroneamente colocou nos comentários que naquela data (20/06), tinham duas pessoas na UTI, conforme boletim de contaminados.


Faltou cultura


Como secretário municipal, ele esqueceu que sua fala pode ser entendida como uma fala oficial da Prefeitura e não notou a gravidade do ato ao divulgar uma informação errada em uma rede social, reduzindo em 200% uma estatística tão importante e de alto grau de relevância para guiar decisões econômicas e de saúde pública. Ele esqueceu que o boletim de contaminados se refere a cidadãos votorantinenses, que podem estar internados em hospital público de Votorantim ou particular ou até em outras cidades, como Sorocaba.


Para não restar dúvidas


Boletim de contaminados é uma coisa e número de leitos ocupados é outra.O boletim de contaminados traz os dados de votorantinenses doentes, recuperados e que vieram a óbito.Já a estatística de leitos ocupados, traz dados de internações de contaminados ou suspeitos, sejam eles votorantinenses ou não.


Erramos


Na coluna cerca-loureço da semana passada (edição 369 de 20 de junho), foi publicado que o ex-vereador Heber Martins havia ocupado uma cadeira na Casa de Leis por quase 12 anos, porém o correto é por quase 16 anos.

 

 

Coluna publicada na página 2, da edição nº 370 da Gazeta de Votorantim, de 27 de junho a 03 de julho de 2020











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