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09/09/2019 - 14:51
Está fora de moda praticar o simples

O mundo e as pessoas são cercados de ideias. A questão é como colocá-las em prática. A tal da "preguicite" é a doença mais crônica nos dias de hoje. Mas não é só isso. Vejo nas escolas municipais, seja no fundamental ou médio, uma possibilidade de inserção de atividades infinitas, que somariam ao currículo escolar e que fariam do estudante um agente promissor para o futuro da sua própria comunidade. Ele aprende e depois repassa o ensinamento para os irmãos, amigos e vizinhos, e até voltaria para a própria escola auxiliando professores e educadores. Algumas modalidades esbarrariam em questões burocráticas de ordem jurídica e acadêmica. Mas vamos abordar as mais simples. Modalidades tradicionais poderiam voltar para a prática nas escolas, inclusive nas estaduais.

Não canso de escrever por aqui as oportunidades de várias modalidades, projetos específicos da prefeitura voltados para o desporto, alguns deles representando a cidade em campeonatos de alto nível, como o Tênis de Mesa, o Bicicross e o Judô. De graça.

A falta de servidores, verba para o esporte, e recursos para compra de material esportivo praticamente eliminam qualquer boa intenção para criar novos projetos.

A cidade adora futebol e tem uma aprovação significativa da população para a manutenção dos campeonatos seja no campo e futsal. Mas só com esta modalidade são gastos, entre Copinha sub 15 e Campeonato Varzeano, a quantia de R$ 1 milhão/ano. Esses números já foram divulgados pela imprensa e não são invenção minha.

Resta a comunidade, junto com pais, professores e diretores criarem meios baratos de prática esportiva e de entretenimento.

Uma ou duas mesas de tênis de mesa, poderiam estar presentes em cada uma destas escolas facilmente. O "Bets" ou "Taco" poderia ser praticado nas escolas a custo zero. O jogo da queimada, requer apenas uma bola. O cabo-de-aço precisa de uma corda reforçada. O jogo de damas, dependendo do tabuleiro, custa R$ 20.  Uma a cada duas crianças possuem uma bicicleta, e a promoção de um passeio ciclístico no bairro com auxílio do pessoal do trânsito seria muito bem aceito.

Estou citando apenas os tradicionais, e se você parar para pensar vai perceber que dá para praticar muito mais. Jogos e diversão que podem ser oferecidos pela própria escola, sem depender da ação da secretaria do Desporto.

Estamos cercados de ideias, mas a falta de vontade e desânimo que assola o país e as pessoas hoje jogam essas ideias para "escanteio".  Só queria saber como as pessoas de antigamente tinham tanta facilidade para "fazer acontecer" toda hora, sem fazer tanto esforço. Algo no mundo de hoje anda muito errado.

Achamos que ganhamos com novas tecnologias, quando na verdade estamos perdendo na essência da vida que é viver com o "simples".

Está fora de moda praticar o simples, e ainda vamos pagar caro por isso.

 

Coluna publicada na página 13 da edição nº333, do jornal Gazeta de Votorantim, de 07 a 13 de setembro de 2019.










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