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Aposentados se conheceram por aplicativo de celular, casaram e vivem em Votorantim

Ivana Santana
 Foto: Arquivo Pessoal 

Vitório e Neusa se casaram em Votorantim

O Dia dos Namorados é celebrado no Brasil na próxima quarta-feira (12). Inspirada pela data, a Gazeta de Votorantim foi atrás de um casal de Votorantim com uma história de amor inusitada: os aposentados Neusa Rodrigues Pereira, de 74 anos, que mora no Parque São João, em Votorantim, e Vitório Willian Bassani, de 77 anos, que morava em Peruíbe, se conheceram pelo aplicativo de relacionamentos Tinder e a paquera resultou em casamento.

Neusa estava viúva há cinco anos quando, em 2017, brincando com a neta, decidiu criar um perfil no Tinder “para acabar com a solidão”. No primeiro dia em que criou o perfil, Neusa já recebeu 42 curtidas, ou “likes”. Ela disse que ficou surpresa com o fato. “No meu perfil eu escrevi que eu estava à procura de alguém com responsabilidade, porque eu queria caso sério, não queria brincadeira. Eu queria um companheiro”, afirma.

A idosa até conversou com algumas pessoas, mas nada deu muito certo, o que a fez desistir da ideia. Depois de algum tempo ela voltou para o Tinder e viu o perfil de Vitório. “Aí eu gostei. Pensei: ‘quer saber de uma coisa? Vou dar um ‘like’ nesse ‘véio’ aqui’. Fiz isso meio brincando. Aí deu ‘match’ (foi correspondida), ele logo respondeu e começamos a conversar”, comenta.

Vitório estava a cerca de 200 km de distância de Neusa, lá em Peruíbe, litoral sul de São Paulo. Na época, ele era divorciado e trabalhava em um bar e como motorista particular. “Eu falei para uma amiga que eu estava sozinho e que eu dava para ela ‘50 mangos’ se ela me arrumasse uma namorada. Eu falei brincando. Mas ela levou a sério. Como o meu telefone não é smartphone, essa amiga fez um perfil para mim no Tinder no celular dela. Aí duas ‘véias’ vieram falar comigo, mas não deu certo. Depois, essa amiga me mostrou a foto da Neusa e eu gostei. Chamei ela no Tinder e pedi seu telefone. Mas até hoje não paguei os ’50 mangos’ para minha amiga, estou devendo”, brinca Vitório.

Por cerca de três meses Vitório e Neusa se falaram por ligações. “Eu ligava para ela umas dez vezes por dia. A gente tinha bastante assunto. Eu estava sozinho em Peruíbe e ela estava sozinha aqui em Votorantim. Eu ligava para ela e perguntava se ela já tinha tomado café, depois ligar perguntava se ela já tinha almoçado, se já tinha jantado...”, conta Vitório.

“Aí surgiu o desejo da gente se conhecer. Eu falei para ela que eu ia pegar o carro e vir para Votorantim, mas que eu ia vir para ficar uns dias, e ela ficou meio em cima do muro. Aí eu falei que eu não vinha mais, foi quando ela disse: ‘mas você disse que ia vir... Eu já fiz até um bolo para você!’. Aí derreteu meu coração. Eu saí de Peruíbe meia noite, vim devagarzinho, pensando nela... Cheguei em Votorantim umas 5h da manhã. Na época eu estava até com um problema no joelho e estava andando de cadeira de rodas. Mas dava para dirigir”, lembra Vitório.

Na primeira visita, Vitório achou que iria se encontrar apenas com Neusa. Mas a aposentada chamou dois de seus três filhos para o encontro. Um imprevisto, inclusive, fez o primeiro encontro ser muito breve. “Quando eu a vi, eu já queria dar um abraço nela no meio da rua, mas como ela é evangélica e mais recatada, ela nem deixou. E eu entrei na casa dela tomei um café, comi o bolo, conversei com os filhos dela. Eu fiquei em Votorantim umas duas horas e aí teve um imprevisto no meu trabalho e eu tive que voltar logo”, comenta Vitório. Depois disso, Neusa foi visitar Vitório em Peruíbe e ele veio até Votorantim mais algumas vezes. O namoro durou cerca de um ano.

Então, os dois decidiram que era hora de casar e acabar de vez com a solidão. O casamento aconteceu este ano, em Votorantim. “Decidimos que era hora de casar. Eu falei para ele que eu não queria amigar, eu queria casar de papel passado. No último dia 09 de fevereiro nós nos casamos no cartório e fizemos uma festinha. A princípio, combinamos que a gente ia morar lá em Peruíbe por um ano, até o contrato de trabalho dele acabar. Mas eu não gostei de lá e quis logo voltar. Ele conversou lá no trabalho, entregou o cargo e a gente voltou para morar em Votorantim. A nossa família e os filhos sempre nos apoiaram. A filha dele, inclusive, me adora”, conclui Neusa.



Reportagem publicada na página 05 da edição nº320, do jornal Gazeta de Votorantim, de 08 a 14 de junho de 2019.









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