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Carnaval da Inclusão anima a tarde de frequentadores do serviço de saúde mental

Festa foi promovida pelas Prefeituras de Sorocaba e Votorantim
 Foto: Luciana Lopez 

Ivana Santana


Confete, serpentina, máscaras, adereços e muitos sorrisos: assim foi o Carnaval da Inclusão, evento que tem por intuito proporcionar aos moradores de Residências Terapêuticas e aos frequentadores do serviço de saúde mental um momento de lazer, distração e diversão. O evento foi realizado na tarde de sexta-feira (01), no Salão Social do Parque dos Espanhóis, na Vila Assis, em Sorocaba, e reuniu cerca de 300 pessoas entre moradores de Residências Terapêuticas, frequentadores e profissionais de instituições de Votorantim, Sorocaba, Salto de Pirapora e Capela do Alto

A festa, gratuita, é incluída na programação do Momo há 13 anos. Este ano o evento foi promovido pelas Prefeituras de Sorocaba e Votorantim, por meio das secretarias da Cultura (Secult), e organização da Associação Cultura Votorantim (ACV).

“Essa festa é uma possibilidade para cada um de nós praticarmos a inclusão. É uma oportunidade para prestamos atenção naqueles que estão ao nosso lado, não só nas pessoas com transtornos mentais, mas em todas as pessoas doentes, que não são devidamente incluídas na sociedade no dia a dia. O carnaval aqui é feito de uma maneira que eles se sentem acolhidos e que nós podemos refletir sobre nosso papel na sociedade. Todas as pessoas têm oportunidade, o que falta é acolhimento. Hoje temos uma estrutura com banda cantando marchinhas de carnaval, temos muitos funcionários e colaboradores para darem conforto e segurança para os pacientes e funcionários”, destacou o secretário de Cultura de Sorocaba, Werinton Kermes.

O vereador votorantinense Luciano Silva esteve no evento e frisou que a parceria entre Votorantim e Sorocaba nesta festa é muito importante. “Aqui gente vê a alegria. Isso é importante na sociedade. E quem ganha são eles! Hoje na nossa sociedade se fala muito em inclusão, mas é importante também colocar em prática. O bacana dessa ligação de Sorocaba e de Votorantim é que isso pode se tornar exemplo para outros lugares. O carnaval une as pessoas”, comentou.

 

Reencontros animados

De acordo com os organizadores, até alguns anos atrás, a festa reunia especialmente moradores de hospitais psiquiátricos. Mas com o movimento de desinstitucionalização, as residências terapêuticas passaram a abrigar os antigos pacientes desses hospitais. Com isso, o evento também foi um reencontro com os amigos, já que a maior parte dos convidados se separou das pessoas com quem morou por décadas.

“Eu estou adorando a festa! Estou feliz porque estou reencontrando amigos que fazia um ano que eu não via. Eu só os vejo no Carnaval na Inclusão. Eu já pulei muito carnaval na vida e sempre assisto na televisão. E essa é a segunda vez que eu venho aqui no Carnaval da Inclusão, eu gosto muito”, explicou Maria da Graça, de 65 anos, que é residente da Residência Terapêutica de Capela do Alto.

A auxiliar de enfermagem e terapeuta da Residência Terapêutica e Caps de Capela do Alto, Gabriela Copola, acredita que essa festa é muito importante para os residentes. Ela viajou cerca de 45 quilômetros com os residentes, de Capela do Alto para Sorocaba, só para participar da festa. “Eu acho a melhor coisa que inventaram, porque a inclusão deles é importante na sociedade, sem contar a alegria e a euforia deles em vir para cá. Eles ficam mais felizes. Muitos vêm de outras cidades e encontram seus amigos, então essa festa para eles é um dia de celebrar a amizade”, destacou.

A psicóloga e terapeuta da Residência Terapêutica Athus e do Caps Arte do Encontro, em Sorocaba, Isabela Cristina Ortiz Gambaro, acompanhou os residentes de Sorocaba, que estavam animados e bem preparados, com camisetas (abadás) personalizados. “A reinserção deles na sociedade é muito importante. Eles adoram, ficam na expectativa de se arrumar, de rever amigos e colegas. Eles mesmos produziram os abadás. Elas gostam, ficam animados”, afirmou.

A residente da Athus, Ângela Conceição André, de 46 anos, estava caracterizada com abada, adereços e muitos sorrisos. “Eu gosto muito daqui! Eu acho legal! Eu converso com meus amigos que eu reencontro e não via há muito tempo. Eu fico muito animada”, comentou.

Quem também investiu na produção para o Carnaval da Inclusão foi José Carlos Martinez, de 62 anos, que faz terapia no Caps III de Sorocaba. Ele estava caracterizado dos pés a cabeça em homenagem ao seu ídolo: Charles Chaplin. “Eu pesquisei em brechós, foi uma grande pesquisa para encontrar os itens para a fantasia. Gastei menos de 100 reais com todos os itens! Eu já fiz a versão do Chaplin de palhaço, já fiz um Chaplin mendigo e agora estou de Chaplin rico. Já pulei muito carnaval! Gosto de festa de salão e de marchinhas, de coisas antigas. O impacto do Carnaval da Inclusão é muito positivo. Hoje aqui tem bastante gente e o pessoal está caracterizado. O objetivo é a confraternização e alegria. Isso não tem dinheiro que paga!”, concluiu.

 

Publicado na edição 306 do jornal Gazeta de Votorantim, do dia 02 ao dia 08 de março de 2019, página 10.

 



Veja mais fotos:

  1. José Carlos se vestiu de Charles Chaplin (foto: Ivana Santana)

  2. José Carlos se vestiu de Charles Chaplin (foto: Ivana Santana)
  3. Maria da Graça e Gabriela Copola (foto: Ivana Santana)

  4. Maria da Graça e Gabriela Copola (foto: Ivana Santana)
  5. Isabela Cristina e Ângela Conceição (foto: Ivana Santana)

  6. Isabela Cristina e Ângela Conceição (foto: Ivana Santana)







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