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Cerca-Lourenço do Esporte: Descasos e tragédias

Kaká Martins
 Foto: Divulgação 

A tragédia:

A tragédia de Brumadinho (reincidente de Mariana) nos trouxe uma pergunta bastante debatida nos dias de hoje: Por que não aprendemos com as tragédias?

Depois de tantas lições custando a vida de centenas, ainda despertamos com novas tragédias e perdas irreparáveis.

O futebol e o mundo lamentam a morte de jovens e funcionários do Clube de Regatas Flamengo ontem (08) de madrugada, queimados ou asfixiados, enquanto dormiam numa área precária, espécie de um contêiner "despreparado" pelo clube e inadequado para o alojamento de atletas da casa e meninos de todo o Brasil, que sonharam um dia jogar no maior time de futebol do País.

O "Ninho do Urubu" é um dos centros de treinamentos mais modernos de futebol do mundo, mas não foi o mais seguro. Longe disso.

Quatro dos meninos jogaram a Copa Brasil de futebol infantil de Votorantim. Em 2017, Rykelmo Viana conquistou o campeonato com a camisa rubro-negra. Na edição de 2018, participaram Christian Esmério, Samuel Thomas e Jorge Eduardo. Lembro-me bem do Chrystian Esmerio Candido, de 15 anos, goleiro promissor e cotado para vestir a camisa da Seleção Brasileira nos próximos anos, jogou a, quando o time se sagrou vice-campeão Sub- 15, inclusive sendo um grande destaque daquele torneio, e já sendo monitorado por times estrangeiros, e pela própria Seleção Brasileira.

Milhares de meninos, há exemplo de Chrystian, estão correndo risco de morte, pois estão "enfiados" e "trancafiados" em verdadeiros chiqueiros dentro dos próprios clubes, com a promessa de que a precariedade é passageira e tão logo o garoto e a família "desfrutarão" da venda ou contrato milionário com algum time estrangeiro. Uma baita mentira! Poucos irão alcançar o sucesso.

Se no Flamengo, que é um dos clubes mais ricos do Brasil, faltou segurança e garantia de vida para esses jovens, imaginem o resto do Brasil.

A tragédia da boate Kiss com a morte de duas centenas de pessoas nos trouxeram uma lição, e novas garantias de normas de segurança.

Mariana e Brumadinho idem.

Alojamentos, não apenas de futebol, mas em qualquer segmento de serviço deverão ser revistos nas questões técnicas em garantias de segurança, ou tão logo veremos outras tragédias, pois por aqui, temos que "assistir" pessoas morrendo para depois tomarmos providências. Esse é o Brasil. Não deveria ser, mas é.

 

***

 

O descaso:

Depois da "bomba" estourada na semana passada nas redes sociais e neste jornal, em relação ao atraso no pagamento dos serviços de arbitragem prestados pela ASA (Associação Sorocabana de Árbitros), para a Prefeitura de Votorantim, que desde outubro de 2018 não recebe um centavo pelos serviços, ficamos sabendo que a Prefeitura, por meio da secretaria de Desporto, fez contato com um dirigente da ASA para informar que o prefeito irá autorizar o pagamento de outubro, porém não "cravando" uma data prévia.

O contrato é de R$ 320.000,00 por ano, e neste 2019 já está assinado. O pagamento é efetuado a cada mês, mediante envio da nota, conforme número de jogos realizados.

A ASA não garante que irá mandar seus árbitros e bandeiras nos campeonatos que estão por vir nos próximos dias (Juvenil e Primeira divisão), e escrevi aqui nesta coluna semana passada, que "estamos à beira de um colapso esportivo", e a Prefeitura parece não se importar com esse descaso, e sério problema.

A ASA está sendo parceira e paciente, mas a "bola de neve" dos juros do empréstimo que fez para honrar seus compromissos com seus subordinados, está crescendo e se não houver um acordo plausível e de "conversa de homens" o futebol de campo e de futsal da cidade, tão tradicional correm o risco de serem paralisados. Seria o maior desastre da história esportiva da cidade.

 

Coluna publicada na edição 303 do jornal Gazeta de Votorantim, do dia 09 ao dia 15 de fevereiro, página 13.









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