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Síndrome de Guillain-Barré: doença rara que afetou biólogo sorocabano ganha destaque em novela global

Problema autoimune, que leva à paralisação muscular, afeta a personagem Rochelle, da novela Segundo Sol, da faixa das 21h da Globo
 Foto: Imagem Ilustrativa 


Nos últimos dias, ganhou destaque na imprensa e nas redes sociais uma doença autoimune rara, que atinge 1 em cada 100 mil brasileiros. A síndrome de Guillain-Barré, mal que afeta a personagem Rochelle, interpretada pela atriz Giovanna Lancellotti na novela Segundo Sol, da Rede Globo.

A doença também teve destaque na mídia local ao se manifestar em um biólogo sorocabano, que passou mais de um mês internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e que vem superando a doença após ter ficado paraplégico e passar mais de dois anos em tratamento.

O transtorno, ainda pouco conhecido, se manifesta quando o próprio organismo ataca estruturas nervosas, provocando danos que levam à paralisias e limitações físicas, como explica Prof.ª Dra. Matilde Sposito, médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos e que atua na reabilitação de deficiências físicas, como as provocadas pela síndrome. “As vítimas da Guillain-Barré costumam perder movimentos progressiva e rapidamente. Normalmente o problema é desencadeado por uma infecção ou quando há o contágio viral a exemplo da Influenza ou Zika. Também pode ser desencadeada por agressões ao sistema imunológico”, conta a especialista.

A paralisia acontece, pois o sistema imunológico ataca e destrói proteínas que envolvem os nervos, o que compromete a comunicação do cérebro com os músculos. O diagnóstico da síndrome de Guillain-Barré é feito com base em exames de sangue, análise do líquido cefalorraquidiano, eletromiografia, dentre outros. Conhecer o histórico do paciente também é extremamente importante. “Caso o paciente tenha sido contaminado com o vírus Zika nos últimos meses, é elevada a chance da confirmação da síndrome. O que é importante para o início do tratamento correto, que deve iniciar o mais rapidamente possível após os primeiros sintomas”, pontua Prof.ª Dra. Matilde.

Os primeiros sintomas incluem formigamento e fraqueza muscular, evoluindo rapidamente para paralisia e perda de reflexos. O tratamento envolve uma série de procedimentos para interromper o ataque imunológico, como a plamaferese (filtragem do sangue para a retirada de anticorpos), uso de medicamentos, a exemplo das imunoglobulinas e fisioterapia para a recuperação gradual dos movimentos. “Não existe cura, no entanto, ao tratar corretamente a doença é possível melhorar, e muito, a qualidade de vida do paciente. É um longo processo, no entanto, os resultados costumam ser muito positivos”, aponta a fisiatra.

Na obra de ficção a personagem luta para superar e se recuperar da doença, que teve incidência aumentada no Brasil, sobretudo após o grande número de casos de Zika registrados no país nos últimos anos. “A síndrome gera grandes limitações, devido à paralisa os músculos. Muitas pessoas chegam a ficar tetraplégicas e precisam ser internadas na UTI pois não conseguem respirar”, afirma a médica.

Diagnósticos tardios elevam a taxa de mortalidade da doença devido às complicações, que podem incluir pneumonia, baixa pressão arterial, paralisias permanentes, maior risco de infecções, dentre outros. “Aproximadamente 80% das pessoas que tratam a doença recuperam os movimentos após alguns meses. 10% dos acometidos evoluem lentamente e podem desenvolver sequelas graves, o que reforça a importância dos cuidados médicos”, complementa a especialista.

Visto que é uma doença autoimune, não há prevenção, no entanto, é possível evitar alguns fatores que aumentam as chances de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré. “É recomendado evitar viajar para áreas de incidência da Zika, tomar todas as vacinas corretamente e ter uma vida saudável para reduzir os riscos da doença”, conclui Prof.ª Dra. Matilde Sposito.

Mais informações podem ser obtidas no Facebook: facebook.com/dramatildesposito.


Fonte: Q Notícia










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